quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Meaningless: A vida sem os seus diamantes e rosas perfumadas*
Nem sei se felizmente se infelizmente, já conhecia esta história. Um exemplo de coragem e determinação, e um exemplo também que a verdade é que nos queixamos "de barriga cheia", sem termos realmente motivos para o fazer! Obrigada por lembrares isso, de vez em quando faz mais que bem e tem de ser :)
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Uma dose
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Nem título nem meio título
Não consigo mais manter a esperança. Tentar encontrar janelas e portas por onde passar onde só há muralhas e não há forma de as escalar.
Já não consigo manter a esperança, já não consigo acreditar. É-me impossível ser optimista. Completamente impossível.
E também já não consigo fingir mais que isso não me incomoda. Já não consigo esconder mais que isso me tira o sono, não fossem os olhos inchados contribuir para isso. E não posso negar que já me correram lágrimas compulsivamente à conta desta brincadeira. E não foi só um choro. Foi quase sufocar nas próprias lágrimas.
E não, não consigo acreditar que há esperança e que algo vai mudar. E não me digam que vai, porque simplesmente não sabem. Ninguém sabe. E não me digam para ser optimista e manter a esperança, porque esta é uma causa morta. Aliás, nem a causa chega. Nem a isso teve oportunidade de chegar.
E o mais frustrante no meio de tudo, além de não conseguir o que quero, é isso simplesmente não depender de mim. Depender de outros. Depende de oportunidades que apareçam. E ter de esperar. E passar dia após dia dependente disso. E isso dá cabo de mim e acaba comigo a cada ar que inspiro e expiro.
Mais vale simplesmente resignar-me e habituar-me à ideia. Tentar ver alguma parte positiva, se ela existir algures. Porque eu não consigo ver nada positivo.
sábado, 11 de agosto de 2012
Eu
Mas pronto, deixando-me de parvoíces.
Eu sempre fui do tipo de pessoa de ouvir mais do que aquilo que fala. Claramente sou melhor ouvinte que faladora. Ouço mais que aquilo que falo. Melhor, ouço mais que aquilo que desabafo ou conto sobre mim. Que falar é uma coisa, desabafar é outra história.
Mas digo e insisto sempre com toda a gente que vejo mal: desabafa, que isso faz-te bem.
Lá está, eu receito, mas não tomo o remédio.
Eu sempre fui do tipo de pessoas de incentivar os outros a nunca desistir e a lutar pelo que querem. A não perderem a esperança, a serem optimistas. A verem sempre algo bom no meio de tanta coisa má. Sempre incentivei as pessoas a procurar o sol mesmo quando está nublado. E sempre defendi que, no fim, o sol acaba por brilhar sempre, por maior que seja a tempestade. Sempre defendi que um espírito positivo, acaba por incentivar um espírito optimista, sonhador talvez, mas ainda assim optimista e algo lutador. Sempre defendi que nunca se atira a toalha ao chão. E sempre defendi também que não vale a pena lutar por causas perdidas, sejam elas sonhos ou mesmo pessoas.
Mas lá está novamente, eu receito mas não tomo o remédio.
A verdade, é que nem sempre é fácil. Nem sempre há forças para lutar. Nem sempre há pessoas para nos apoiar, especialmente se elas não souberem das coisas. Coisas essas, que vivem na nossa cabeça, atormentando a nossa alma e não nos deixando descansar à noite. Nem dormir decentemente. Apenas navegar intensamente entre ideias, coisas, memórias, ânsias, desejos, sonhos, devaneios.
A verdade é que de uma vez por todas devo aprender a tomar o meu próprio remédio e seguir a minha própria receita.
domingo, 6 de maio de 2012
Mãe
9 meses a carregar-me, mais de 20 anos a criar-me e a aturar-me, digamos que é dose e não é nada leve.
Eu digo isto inúmeras vezes, eu sei, mas cada vez que me cantam os parabéns, lembro-me de ti! Quando alguém está de parabéns, é porque fez algo bom, algo útil, porque atingiu uma boa etapa, porque fez porcaria (quando se aplica a ironia).
É estranho cada vez que me cantam os parabéns! Afinal, estou de parabéns porquê? Por ter nascido? Grande coisa! Quem teve todo o mérito foste tu! Mais que ninguém!
Portanto, cada vez que alguém faz anos, à que felicitar e dar os parabéns à mãe dessa pessoa, pelo esforço!
Sabes, posso nem sempre demonstrar o quanto gosto de ti, o quanto me importo de ti, mas acredita que és um dos pilares e suportes mais importantes da minha vida. E que sem ti, sinceramente, não sei o que seria de mim!
Vejo-te como um exemplo a seguir em quase todos os aspectos da vida!
Quando me tornar totalmente Mulher, em todos os aspectos e mais alguns, acredita que quero que seja o mais parecida contigo possível. Espero sinceramente que assim o seja!
Tenho-te muito a agradecer, acredita. Todos os sacrifícios que fazes por mim, todo o carinho e apoio que sempre me dás incondicionalmente, estejas onde estiveres! Todo o amor e carinho, toda a educação e tudo o que faz de mim a pessoa que sou hoje! Sem ti, Eu não seria possível!
O mínimo que posso fazer por tudo o que fizeste por mim, é nunca me falhar, como nunca me falhaste!
Desculpa por tudo! E obrigada por tudo!
sábado, 14 de abril de 2012
Por vezes
Por vezes, gostava simplesmente de baixar a muralha, tirar a armadura e andar. "Atira-me, que nada me atinge". Mas não é bem assim. Não é nada assim.
Por vezes, gostava simplesmente de voltar a ser criança. Não só pelas boas recordações, pela humildade e ingenuidade, mas acima de tudo pelo facto de ter um coração puro e uma visão pouco realista do Mundo. Não que ele seja mau. Porque não o é. De todo. Simplesmente para conseguir ver beleza numa simples gota de chuva, ou num simples grão de areia.
Por vezes, gostava simplesmente de acordar e não ser eu. Não de todo. Ser outra pessoa. Alguém diferente do que eu sou. Só para experimentar a sensação.
Por vezes, gostava simplesmente de pegar numa mochila, sair porta fora e descobrir o Mundo.
Por vezes, gostava simplesmente de acordar e me esquecer de certas coisas. Coisas más, obviamente. Momentos maus, pessoas más, más recordações. É que eu perdoar, lá vou perdoando, esquecer é que não esqueço. Mas a verdade, é que tudo isto, apesar de mau, também é bom. É o que nos torna molda, seja por bem, seja por mal. Isso já cabe à consciência de cada um.
Por vezes, gostava de acordar e passar um dia sem sentir coisas más. Sem sentir inveja, sem sentir rancor, sem sentir mágoa, sem sentir dor. Porque por vezes isto aparece e sinceramente, não sei de onde vem. Nem porque vem. Se foi. E se foi, porque foi.
Por vezes, gostava de ser mais confiante. De acreditar em mim. Nas minhas capacidades. Nas minhas habilidades. Nos meus talentos. Sem duvidar. Se é que tenho algo.
Por vezes, gostava de não ser tão desconfiada e acreditar mais nos outros. Acreditar que ainda existem pessoas minimamente verdadeiras e sem segundas intenções.
Por vezes, gostava de acreditar que o amor, seja lá o que isso for, não são apenas contos de fadas, histórias, telenovelas ou comédias românticas. Gostava de acreditar que isso ainda existe. Que ainda existem pessoas que acreditam nisso. E que, acima de tudo, ainda existissem pessoas corajosas o suficiente para acreditarem e lutarem por isso.
Por vezes, por vezes a muralha cai. A armadura enferruja. E as lágrimas caem também. Ao menos lavam a cara e limpam a alma.
Por vezes, não é fácil. Não é nada fácil! Mas que valor daríamos se não fosse difícil?
segunda-feira, 19 de março de 2012
Pai
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Sortes
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Devaneios às 4h da manhã
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Arrumar
Acho que, assim sendo, o estado em que por vezes se encontra o meu quarto reflecte-se com o que se passa na minha cabeça: uma autêntica confusão. Mas num é de objectos. Outro é de ideias, pensamentos, memórias e reflexões.
E bem que um dia decidimos arrumar o nosso quarto. Mas arrumar a fundo. Tirar todas as roupas do armário. Tirar tudo o que está nas gavetas. Nas estantes. Virar tudo totalmente do avesso. E começar numa ponta e arrumar. Arrumar tudo no sítio certo. Limpar o pó, levantar a poeira. Organizar as coisas.
No meio disso tudo, acabamos sempre por encontrar coisas que nos chamam a atenção e nos fazem recordar coisas, como um bilhete, uma fotografia, uma camisola que já não nos serve ou até mesmo um objecto perdido. E o que é uma arrumação, torna-se ao mesmo tempo um recordar de coisas. De nós próprios, até.
Acabamos então por meter algumas coisas para o lixo. Coisas que já não servem, que já não têm valor ou que simplesmente já não fazem sentido. E claro está, há coisas que guardamos sempre, com muito amor e carinho.
Por vezes é preciso parar para pensar, para reflectir e arrumar também as ideias, organizar a nossa cabeça, limpar a nossa mente.
Trazer à baila memórias antigas. Mas não aquelas tristes. Aquelas que nos metem um sorriso e um brilho nos olhos. Ou nos fazem rir ao ponto de quem nos encontrar em tal estado achar que somos loucos por estarmos a rir sozinhos. Recordar tudo e mais alguma coisa, reflectir depois.
Portanto, há que arrumar a cabeça como quem arruma um quarto: as recordações, teorias, ideias, valores e ideais que já tivemos/recordámos/usamos que continuam a fazer sentido: guardam-se. O que não faz sentido também, mas arruma-se noutra gaveta. Tudo tem a sua utilidade, mesmo as experiências menos boas. Nem que seja para aprender a não repeti-las.
As coisas que usamos diariamente, arrumam-se apenas. Ficando a jeito de pegar.
As coisas futuras, não se arrumam, porque elas virão. Elas virão.
Agora, as coisas antigas, que não prestam, que nos fazem mal, que são simplesmente lixo, há que metê-las precisamente aí. Aí mesmo: no lixo. E tudo o que é mau, deve ir mesmo para a lixeira. Nada de reciclagem nestas coisas. Mas antes de as deitares fora, certifica-te que aprendeste alguma coisa com elas.
Depois joga fora. Mete no lixo. Atira pela janela. Simplesmente deixa de pensar nisso.
E vive. E vive.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Essa história do príncipe encantado
A verdade, é que levamos com essas histórias, logo pela infância, com os contos de fadas. E assim continuamos com as comédias românticas. Mas são historias. São históricas encantadas, mas inventadas também. Saídas da cabeça de alguém, e não da vida real. A maior parte, claro, existem sempre excepções.
Gostava bastante de conseguir continuar a acreditar nisso, mas é impossível. Completamente impossível.
Admiro quem o faça. A sério que admiro. Do fundo do coração. Quem continue fechada na torre, a ver a vida passar, oportunidades a passar, à espera que o príncipe encantado apareça e a salve. E de quê? Dela própria. Dela mesma.
Admiro quem continue a acreditar que nas relações tudo é perfeito, tudo é bonito, e que acertam à primeira tentativa. Sem cair. Sem tropeçar. Sem sofrer.
Admiro quem acredita.
E invejo quem teve essa sorte, de acertar à primeira.
Eu também acreditava nisso. Também ficava na torre, à espera de um príncipe encantado. Também ficava fechada, dentro de mim mesma, a ver a vida passar. E a verdade, é que um dia apareceu um. Pensava eu. E simplesmente atirei-me da torre. Em queda livre. E pensava que ele ficava cá em baixo, para me agarrar. Mas não ficou. E a queda livre, foi mesmo queda. Uma grande queda.
E nas histórias encantadas, não é assim que acontece. Ela salta da torre, ele agarra-a e vão os dois.
Mas não foi assim comigo. Levantei-me. Ergui a cabeça, e segui, mundo fora. Mais frágil, mas ao mesmo tempo mais forte.
Voltar para a torre, nunca. Nunca mais.
Agora que me mandei dela, que caí dela, não pretendo voltar lá. Continuo em queda livre. Mas a diferença é que não espero que ninguém me apanhe. Não espero que um príncipe encantado apareça do nada e me apare a queda.
Eu vou mundo fora.
Quanto a príncipes encantados, ou sem encanto, pode ser que um dia esbarre um em mim. Um dia. E quando isso acontecer, não irei regressar a uma torre. Mas irei para um castelo.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
(Des)união
E basta também que ela entre e simplesmente te ignore. Finja que nem existes. Abraçe outro. Toque noutro. E sai com outro. Basta isso, para que a noite fique estraga, o pensamento perdido, o nó na garganta aperte e o coração gele.
E decides divertir-te com outras. Na esperança que isso A incomode um bocadinho, por mais pequenino que seja.
E quer queiras quer não, não podes mudar isso. Simplesmente não podes mudar. Nem o que sentes, nem por quem sentes, nem o quanto sentes e ainda menos até quando sentes.
Porque basta que ela apareça, para fazer a diferença, quer pela negativa, quer pela positiva.
E não importa com quantas raparigas te enroles. Não importa quantas te sorriam. Não importam quantas olhem para ti. Não importa, porque vais-te deitar a pensar Nela. Porque basta que ela apareça, para que tudo o que parecia certo, pareça errado. Basta que ela apareça para abalar o teu mundo.
E tu sabes tão bem disso. E eu também sei.
sábado, 8 de outubro de 2011
Essa coisa do destino
Simplesmente não acredito. Melhor, acredito algumas vezes. Quando me dá jeito e quando me convém.
E isso normalmente é quando me acontece algo de muito bom, ou simplesmente o oposto exacto, algo de muito mau.
Essa grande teoria toda do estamos destinados a isto e àquilo, não é bem assim! Não na minha mente, nem na minha cabeça.
Para mim, por exemplo, quando tomas uma decisão importante, seja ela qual for, desde a coisa mais pequena como esquerda ou direita, até decidir que curso seguir e dar rumo a uma vida. Isso chama-se decidir, não se chama propriamente destino.
Essa coisa das pessoas que entram na nossa vida, não é propriamente o destino. Mas talvez caminhos que se cruzam por acaso. Ou simplesmente atitude, uma grande atitude. E por vezes também falta dela. Ou pura coicidência.
Essa coisa de quando entras num determinado sítio, falas com determinada pessoa, e se forma uma determinada ligação. Isso não é destino. Isso é simples e puramente atitude!
Acho que destino é uma coisa. Atitude é outra. São diferentes? São, mas talvez até estejam ligadas.
Ou talvez seja mesmo destino. Talvez ele exista mesmo. Ou simplesmente não. Não sei.
Sinceramente destino, não sei o que tens planeado para mim. Nem se existes. Muito menos se tens algo reservado para mim, e mais importante, o que me reservas. E também não quero saber. Nem de ti, nem de nada relacionado contigo. Não agora. Pelo menos, não agora. E sabes que mais? Que se lixe tudo isso e muito mais. Mas com F!
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Só na minha cabeça
Pode ser imaginação minha, e possivelmente é, mas sei lá. Há qualquer coisa, qualquer coisa mais, que vai para além da minha cabeça. E pior, que mexe com ela. E mexe com ela de uma forma incrível. E mexe com ela sem mexer. O pior de tudo é isso: mexe com ela sem ser propositado. E isso enerva-me, porque de certa forma perco parte do controlo em mim. E ainda não consegui concluir, se isso é bom, ou mau.
Pode não ser nada. E nem é nada. Não é nada demais. Não é nada de especial. Mas é qualquer coisa. E isso é óptimo. Pode parecer estranho, estúpido, e sem sentido algum, mas para mim faz todo o sentido. Ou tem feito. Tem vindo a fazer. Ou fez. Ou virá a fazer sentido. Não sei.
Não adivinho o futuro. Nem o que se vai passar. Por vezes até gostava de adivinhar, mas se soubesse antes de as coisas acontecerem, perderia toda a piada. O factor surpresa nem sempre é mau.
E a minha intuição, pode estar errada mas, diz que é algo bom. Ou foi algo bom. Ou poderá vir a ser algo bom. Ou então não. Mas sinceramente, não quero saber, estou bem assim! Estou tão bem assim!
O que vale, é que não adivinhas, nem fazes a menor ideia do que se passa na minha cabeça. Nada de nada. E nem tens como saber, a não ser que eu te conte. E por enquanto, não o vou fazer. E não sei se algum dia o farei. Porque simplesmente há coisas que só fazem sentido na minha cabeça!
terça-feira, 6 de setembro de 2011
(In)decisões
Normalmente sei sempre o que quero, quando quero e para onde raio é que hei-de ir. Melhor, quase sempre. Melhor ainda, sabia.
E simplesmente detesto quando não sei o que raio hei-de fazer. E a indecisão leva a anciedade. E a anciedade a angústia. E tudo isto dá cabo da minha cabeça, dos meu neurónios e tanto mais. E por aí fora, e por aí fora.
Odeio não saber o que fazer.
Vou não vou.
Fico não fico.
Falo não falo.
Digo não digo.
Penso não penso.
Arrisco não arrisco.
Espero não espero.
Era tão mais fácil quando simplesmente tirava "par ou ímpar" ou fazia o típico "pim pu ne ta".
Mas isso não se aplica. Não neste caso. Não agora. Essas opções já não são própriamente válidas. Nem o simples "cara ou coroa".
A minha cabeça por vezes dá mesmo cabo de mim.
Porque por vezes penso: é agora, vou fazer isto. E depois páro para pensar novamente e afinal, afinal ainda não vou fazê-lo. Nem sei se vou fazê-lo. E acabo simplesmente por não fazer rigorosamente nada.
Talvez seja apenas a minha cabeça. Apenas coisas da minha cabeça.
E talvez não seja. E essa incerteza, dá cabo de mim. É um autêntico frenezim na minha cabeça. Completamente.
Se falo, pode dar errado, se não falo, também. Se actuo, pode sair mal. Se não actuo também.
E enquanto não me decido, vou esperando. Mas esperando o quê? Nem sei! Possivelmente nada.
Fico tão impaciente. E se espero tanto tempo e depois é tarde demais? E se me antecipo, e acaba por ser demasiado cedo?
É que nem a minha senhora intuição me ajuda. Nem ela, que normalmente é tão preciosa. Pensando bem, okay, ela lá tem o ponto de vista dela. Mas e se está errado? Bem, só há uma forma de descobrir.
E enquanto não me decido, e enquanto não ganho coragem, a minha cabeça vai simplesmente dando cabo da minha sanidade mental.
Agora aplica-se perfeitamente uma bela saída que tive em plena aula, no momento em que no meio de barulho, tudo se cala e eu exclamo alto e bom som "estou um pouco confusa".
E tudo isto tinha piada, muito mais piada, se fosse simplesmente inventado. Mas não é. Ou é?
Conclusão: estou indecisa. (é, já deu para reparar, não já?)
sábado, 3 de setembro de 2011
Nem eu sei
"Se é ingénuo, é puro. Se é puro é verdadeiro. Se é verdadeiro é amor. E a menos que assim seja, não o é. É simplesmente algo semelhante. Ou outra coisa qualquer. "
Pode não fazer muito sentido. Nem fazer grande sentido. Ou simplesmente não fazer sentido algum. Ou vice-versa. Mas como já disse e repito, lembrei-me.
Bem, ocorreu-me outra coisa entretanto, que não percebo muito bem. No geral, as pessoas associam a beleza de um olhar, de acordo com a cor dos olhos. Ou seja, se forem olhos verdes ou azuis, são bonitos. Se forem castanhos ou pretos, são vulgares. E não percebo! Será que não percebem que a beleza de um olhar, não está na cor dos olhos, mas no brilho que eles têm? Até podes ter os olhos mais bonitos do mundo, mas se eles não brilham, não são tão bonitos assim! Os olhos mais bonitos são os que brilham! Isso sim, é um olhar bonito. O mesmo se aplica ao sorriso.
Continuando com coisas que me ocorrem, de vez em quando, a minha cabeça é um mundo fantástico. Completamente e muita modéstia à parte. Faz filmes e mais filmes e imagina coisas que lá está, só mesmo a minha cabeça. Por vezes é tão bom, outras vezes é tão mau. Neste caso concreto, ainda não sei, mas era tão bom que preferia continuar a fazer destes filmes na minha cabeça. Nem sei o que se passou. Sim! Por vezes nem eu sei o que se passa na minha cabeça. Mas foi o suficiente para me fazer rir e sorrir de maneira algo parva e notável, de me fazer sentir, talvez. E isso é bom, isso é sempre bom. Só que acabo por querer sempre mais, esperar sempre mais.
Vou não vou.
Digo não digo.
Fico não fico.
Ajo não ajo.
E saber o momento certo para tudo isto? É esperar, é não esperar?! Talvez, talvez. Nem sei.
E sei lá eu, tem coisas que acabam antes de começarem sequer. E sei lá eu, são só divagações, são só coisas desta minha cabeça, tenho dito.
sábado, 6 de agosto de 2011
Fatos que usamos
Simplesmente os meus interesses não giram em torno disso, logicamente.
Mas voltando ao vestir, independentemente da pessoa e da roupa, existem fatos, combinações, o que quiserem chamar, que todos já usámos, usamos ou vamos um dia usar.
Não é bem um fato, é um "fato". Uma espécie de.
Portanto...
É como naqueles momentos em que sabes a verdade sobre algo, e sabes que estás a ser enganado. Vestes um fato de revolta, mas simultâneamente um fato de espera. "Espera aí que já te confronto".
É como naqueles momentos em que tens que aceitar um facto, por muito que te custe, em que tens um nó na garganta e fazes tudo para não derramar uma lágrima que seja. Vestes o fato de orgulho.
É como naquele momento em que vês alguém partir e nunca mais vais voltar a ver, por uma razão ou outra. Usas portanto o fato de tristeza.
É como naqueles momentos em que lutas tanto por algo, com todas as tuas forças, e finalmente tens a recompensar e o alcanças. Fato de vitória.
É como naqueles momentos em que sabes que fizeste asneira e não consegues encarar ninguém nos olhos. Fato de vergonha.
É como naqueles momentos em que já a esperança é pouca, mas o caminho está traçado e não há nada nem ninguém que te faça parar. É o fato de determinação.
É como naqueles momentos em que passas por aquela pessoa que um dia te metia as pernas a tremer, o coração a bater mais forte, e um grande nó na garganta e hoje te é completamente indiferente. É o fato de alegria.
É como naqueles momentos em que apesar de mil e um conselhos, segues a tua ideia. Fato de teimosa e determinação.
É como naqueles momentos em que não é a primeira vez que cais, e certamente não será a última. No entanto levantas-te e continuas a seguir o caminho traçado. Fato de determinação.
É como naqueles momentos em que há algo que não está certo, que te perturba, e isso faz com que a cabeça à noite não desligue, passando-a acordado. Fato de consciência (pesada ou não)
É como naqueles momentos em que te apetece tudo, menos dar o braço a torcer. Mas como procedeste mal, acabas por admiti-lo e pedir desculpa. Fato de humildade.
É como naqueles momentos em que devias fazer algo, e não fazes. Em que devias dizer algo, e não dizes. E mais tarde, mais tarde...Fato de arrependimento.
Estes e muitos outros fatos, toda a gente usa, ou pode vir a usar. Não passam de moda. Não tem cor definida, nem padrão. Estão sempre nas últimas tendências. O design é incondicional e intemporal. Não tem marca, não tem de se pagar para obter e qualquer mas qualquer pessoa pode usar.
domingo, 31 de julho de 2011
Medidas
Mal ligas a televisão ou simplesmente agarras num revista e vês corpos esculpidos até ao mais pequeno milimetro, o mais perto possível da perfeição, mesmo que esse conceito varie de pessoa para pessoa. Alguns agraciados simplesmente pela mãe Natureza. Outros com muitas horas de ginásio e em dietas constantes. E outros compostos por todo o tido de botox e tratamentos que possam existir.
E é isso que importa? É isso que realmente importa? As medidas? Aliás, ter as medidas perfeitas, que no meu caso concreto seriam 86 - 60 - 86.
E somos constantemente bombardeados com isto mesmo: perfeição física. Não interessa como se obtêm, interessa simplesmente consegui-la. Nem que para isso te olhes ao espelho e pareças tudo, menos tu. O que interessa é mudares o teu corpo, retocares com botox aqui e ali, meter silicone aqui e no outro lado.
E isso é tão importante assim? Quem ficar connosco vai andar com uma fita a tirar as medidas, e vai dizer "desculpa, não tens as medidas perfeitas, não dá mais".
Ou simplesmente quem ficar connosco vai-nos fazer sorrir de tal forma que tal sorriso jamais conseguia ser medido por fita alguma?! Melhor medida que esta não há.
Simplesmente por vezes esta excessiva obsessão com a forma física irrita-me. Torna-se exaustiva.
Admito com todo a sinceridade que sim, esse é o primeiro impacto que se tem: o visual e, consequentemente, o aspecto físico.
Mas e quantas vezes se perde todo esse encanto quanto a dita pessoa abre a boca e em poucas frases é perceptível que não existe conteúdo algum naquela cabeça. Coisa oca. Coisa muito oca.
E a menos que o objectivo seja esse: cabeça oca, cata-vento, todo o interesse se perde.
E não, não tem mal algum olhar pelo nosso corpo. Bem pelo contrário. É isso mesmo que devemos fazer, pois não temos outro. Devemos simplesmente aceitá-lo como ele é, com todos os defeitos e virtudes, pois é isso que nos distingue de quem nos rodeia. Umas vezes pela negativa, outras pela positiva. Devemos ajustá-lo? Claro que sim, mas sem cair no exagero de se tornar uma enorme obsessão. Falo por mim, como sempre.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
"É difícil ser eu"
Não sei. Sei lá. Às vezes farto-me de ser eu. Canso-me até.
Não que, felizmente e no momento actual, seja o caso, mas por vezes canso-me da armadura que sempre carrego.
Armadura? Sim.
Não que seja alguma espécie de de cavaleira. Guerreira apenas. É mesmo armadura para me proteger. E para me proteger de quê? De tudo. De tudo e mais alguma coisa.
Mas é cansativo. Por vezes apetece-me simplesmente admitir que também erro, também choro, também tenho fraquezas e feridas. Por vezes apetece-me tirar a armadura e ser simplesmente e totalmente eu. Independentemente do que me atingir. Basicamente admitir que por vezes também sou fraca. Por vezes também tenho direito a sê-lo. E melhor é não ter vergonha nem medo de o admitir.
E depois, uns dias penso "nem sou assim tão má pessoa". Depois, outros dias o pensamento que me ocorro é simplesmente o oposto "és mesmo má pessoa". E depois? Sou boa pessoa, sou má pessoa? Sou duas pessoas? Sou várias pessoas? Ou sou umas vezes boa, outras vezes má? Eu já nem sei.
Por vezes, não sei simplesmente o que sou. E acho que me vou descobrindo e re-descobrindo a cada dia que passa, seja isso bom ou mau.
domingo, 3 de julho de 2011
As pessoas julgam
Julgam o que comes, o que não comes. Julgam o que bebes e o que deixas por beber. Julgam a forma como o fazes. Julgam a tua postura ou falta dela. Julgam a tua forma de andar, de correr ou mesmo de movimentar. Julgam-te dos pés à cabeça. E tentam encontrar defeitos. Um sinal aqui, uma variz ali, celulite aqui, uma borbulha e assim, gordura acolá. Nunca nada está bem, nunca nada está perfeito. Há sempre defeitos. Virtudes, essas, encontre-as quem conseguir ou quem quiser. O que conta é encontrar defeitos. Isso é que dá pontos.
As pessoas julgam.
Julgam-te pelo que fazes, julgam-te pelo que não fazes. Julgam-te se vais ou se ficas. Julgam-te pela pinta. Julgam o que falas, para quem falas, com quem falas e modo como articulas as palavras, e especialmente a parte que acho particularmente engraçada: sem que seja nada com elas.
Julgam que sabem tudo de ti. Julgam que sabem mais da tua vida que tu mesmo. Julgam-te pelo que aparentas ser. E pelo que não aparentas também. Julgam cada passo teu. E esperam. Esperam pelo mais pequeno erro, para julgar. E logicamente criticar. Que julgar e criticar andam de mãos bem dadas.
As pessoas julgam.
O que vestes. O que não vestes. O que deixas por vestir. O que despes. O quanto despes. Ou se não chegas a despir. Julgam a cor que usas. A cor que não usas.
Julgam o que vês. O que não vês. O que deixaste de ver. O que nunca viste.
Julgam igualmente o que ouves. O que te recusas a ouvir. O que nunca ouviste.
As pessoas julgam. Julgam que não sentes. Julgam que sentes. Julgam o que sentes. Julgam por quem sentes. Julgam com quem sentes. Julgam o quanto sentem. Julgam o quando não sentem. Julgam igualmente quanto tempo sentem. E julgam especialmente quando deixamos de sentir.
As pessoas julgam que conhecem mais de ti do que tu mesmo.
Julgam e julgam e julgam.
Julgam tudo e todos. E fazem disso uma vida. Vivem a vida dos outros. E apontam defeitos, sem sequer se olharem ao espelho.
E sabem que mais? Vão julgar quem vos fez as orelhas e vão para a p*** que vos pariu, tenho dito.