terça-feira, 21 de junho de 2011
Imagens de pessoas idealizadas
Queremos homens que ao mesmo tempo sejam sensíveis, meigos, românticos e ao mesmo tempo inteligentes e com sentido de humor. Basicamente queremos uma raridade ou algo completamente impossível. E vice-versa, como é óbvio. Logicamente a probabilidade de encontrar tal personagem é exactamente igual à de ganhar a lotaria ou o euromilhões.
Tal como é um facto de que o primeiro impacto não deixa de ser o aspecto físico aliado ao visual. Não vale a pena negá-lo.
Mas...
Qual é a piada de ficar com alguém do nosso lado que toda a gente consiga ver a sua beleza? A física, como é lógico, salta à vista.
Mas e a psicológica?
Tem tanta mais piada conseguir ver a beleza de uma pessoa que o comum dos mortais não consegue ver. Conseguir ver para além do que os olhos vêem. Conseguir ver com o coração, portanto. E essa beleza nunca desaparece. Mais, com a idade até vai florescendo e ficando ainda mais bela.
Ah e tal, dizemos que são todos iguais. Tal como eles dizem que nós são todas iguais. Mas, lá no fundo, queremos simplesmente acreditar que há alguém diferente, que há alguém que não é igual. E que há alguém que, igualmente, foi feito detalhadamente para nós. Que se encaixa em nós na perfeição.
Queremos apenas e simplesmente que alguém nos prove o contrário, que nos demonstre o quanto estamos enganadas quando afirmamos tais coisas.
Não pedimos um príncipe encantado com um cavalo branco, com um palacete e com uma conta recheada. Meu caro amigo, por mim até podes vir a pé, tanto faz. Desde que um dia destes apareças por aí, como é óbvio.
Eu sei, pedimos tão pouco mas ao mesmo tempo pedimos muito.
Não pedimos ninguém perfeito, porque ninguém o é. Pedimos simplesmente alguém que seja perfeito para nós.
Mas, sei lá, por vezes criamos aquela imagem de homem ideal, que logicamente não existe. Ou talvez exista, aquela imagem que idealizamos, mas também qual é a piada de não ter sequer um defeitozinho? Cometemos assim, o erro, de tentar moldar aquela pessoa ao jeito que gostávamos que ela fosse. Em vez de simplesmente a aceitar, com todos os defeitos e virtudes.
Outra coisa importante: demonstra sempre o que és, com todos os teus defeitos e virtudes. Não vale a pena fingir que és algo para conquistar outra pessoa. Pois assim, essa pessoa irá apaixonar-se por uma imagem, ou mesmo uma personagem que criaste, e não pela pessoa que realmente és. "Não és a mesma pessoa que conheci".
Mais importante ainda, não brinques com os sentimentos de alguém. Não brinques com o coração como se fosse um mero brinquedo. Um dia partes o de alguém, outro dia alguém parte o teu.
Lá no fundo, queremos mais é amar e ser amados. O resto vem por acréscimo.
Eu sei lá. Basicamente, sejam acima de tudo, vocês mesmo e fiéis a vocês próprios. E sejam felizes e façam alguém igualmente feliz. O que importa é isso mesmo: felicidade.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
S. Valentines Day

E hoje, hoje é oficialmente o dia mais piroso do ano. Sempre achei este dia assim. Corações agarrados a tudo o que são peluches, canecas, e tudo mais, corações por todo o lado. Portanto e em jeito de conclusão, o amor acaba por ser um negócio. Para alguns.
Mas há que admitir, o amor é piroso. Tem de ser piroso. Cheio de mel aqui e acolá. Se assim não fosse, era estranho. E quando assim não é, acaba por ser igualmente estranho. E as pessoas apaixonadas? São sem sombra de dúvida as mais estúpidas. Se estão apaixonadas, a palavra estúpido vem sempre de alguma forma atrelada. O que é normal e o que não é necessariamente mau. Tudo na dose certa, claro.
Mas sei lá. É difícil escrever e descrever o que dizem ser o maior e o mais puro dos sentimentos. Que hoje se tem na boca como quem diz um olá. Que está tão banalizado como a menina ali da esquina, que se vende. E não, não devia ser assim.
Mas sei lá. No fundo, bem lá no fundo, todos queremos o mesmo: amar e ser amados. E tudo o que isso implica, desde o ser estúpido, a espalhar mel por aqui e por ali, desde mensagens pirosas e demonstrações de afecto carinhosas. Sei lá, tudo a que o amor tem direito. No fundo, todos queremos ser felizes, e na maior parte dos casos, o amor é um passo para isso.
A não ser quando o amor passa a outros sentimentos menos dignos ou nobres, claro está.
Mas sei lá (e já escrevo isto pela terceira vez). Só se vive uma vez. Sejam apaixonados e tudo o que isso implica, sejam pirosos, atirem-se de cabeça. Pelo menos hoje, que é supostamente o dia indicado para o fazer. Se correr mal dói? Claro que dói. Mas depois passa. Mais vale a dor de ter corrido mal, que a dor de nunca saber se podia ter dado certo!
Façam igualmente coisas pirosas, desde a simples rosa a uma serenata. É piroso? Talvez, mas não deixa de ser romântico e não deixa de derreter o coração como se fosse manteiga.
Sejam pirosos, apaixonados, ridículos, o que quiserem, mas vocês mesmo e acima de tudo sejam felizes. Façam os outros felizes. E façam por isso!
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
So
Hey asshole, idiot, or something else.
I wrote this one day, but today I remeber to publish this.
So, is this it: I don't care what you do, what you don't do, what you do you someone else. I really don't care. I don't care if you're happy, or unhappy, If you're sorry, if you don't. If you smile is real, if you pain was real too.
I really don't care. Not anymore. And it makes me feel good, free and make me breath deep and say to myself "I don't need you anymore".
Now I can deep breath, feel the sun in my skin, in my face. Feel the rain too. Feel the cold wind in my hair. Just feeling. I don't need you to feel this, to feel the true, the life or something else.
And if I can feel, I can live instead survive!
No, I ain't wastin' no more time!
I don't think in you, in us, in promess, in moments, in feelings. I just don't think in this shit. Not anymore. Because it makes part of the past. And past is past. And past isn't future. And thanks God for that. And thank you to leave me and never come back. And I'm not being ironic baby.
I really don't care, I really don't think. I'm just following my walk it. And fortunately, isn't the same than yours. And don't try to regain my confidence. Because it's impossible.
"You don't have feelings? How can you do this?" Baby, I have feelings, but not for you. I just have feelings for people who deserve them.
"How can you make it after all we have?" I just can make it. Now, I can make it. Because I don't have heart. He are freezing.
And I hope that someday, a crazy one has courage to make him beat again. And I hope He don't shoot my heart away.
And do you want to know the best part? So, here he comes: the best part is that all of it is true. So true baby.
domingo, 2 de janeiro de 2011
New Year
Não sei se assim será, assim espero que o seja, em determinados aspectos os quais não merecem ser mencionados. Nem sequer pensados. Ou lembrados, relembrados, o que quer que seja.
Por vezes temos de parar. Parar para pensar.
Devemos fazê-lo. Nem sempre é mau.
Cada vez mais me apercebo do curta que a vida é. Seja isso bom ou mau.
A verdade, é que não há tempo a perder. Não há tempo a perder com más escolhas, com más decisões, com maus momentos, com más pessoas, com maus pensamentos. Não há tempo a perder com isso. Para quê perder tempo com isso, se é simplesmente tempo perdido?
Devemos sim perder tempo com quem nos faz bem. Com quem nos quer bem. Com quem nos faz sorrir. Com quem nos faz rir até as lágrimas aparecerem em forma de alegria. Com que gosta verdadeiramente de nós. Com quem nos pergunta se estamos bem por preocupação e não por mera ocasião do destino ou do acaso. Com quem nos conhece tão bem que numa troca de olhares se dizem mil palavras mudas, sem serem ditas, descritas ou vocalizadas.
Devemos perder o nosso tempo ao lado de pessoas.
De pessoas que sabemos que venha o que vier, estarão incondicionalmente do nosso lado. A dar-nos a mão, o ombro e tudo mais, a aparar as nossas quedas, a dizer "vai ficar tudo bem" mesmo quando tudo está mal.
De amigos. Com A maiúsculo.
Devemos perder tempo com a família também, que desde sempre nos acompanha.
Devemos perder tempo com o que vale a pena perder tempo.
Não há tempo. O tempo não pára. Não há tempo para remorsos. Não há tempo para arrependimentos. Não há tempo para o passado. Não há tempo para nada do que não vale a pena que haja tempo.
Há apenas tempo para pedir "desculpa" no momento certo, na hora exacta à pessoa indicada.
Há apenas tempo para dizer "gosto de ti" se isso for mesmo sincero e sentido.
Há apenas tempo para dizer "não vivo sem ti" se esse for o caso.
Há apenas tempo para dizer "amo-te" e invocar tal sentimento se ele for realmente verdadeiro e genuíno.
Há apenas tempo para viver. E não para sobreviver. É tempo de dar sentido a cada lufada de ar fresco que respiramos.
Por isso não percas tempo. Diz o que tem de ser dito, quando tem de ser falado e a quem tem de o escutar. Fala de coração aberto apenas para quem merecer que o abras. Fala com o coração, quando tiver de ser. Mas fala, não deixes por dizer. Não deixes por fazer.
Porque hoje podes ter tempo para o fazer. Amanhã esse tempo pode faltar. Se der errado, azar. Não há tempo para pensar nisso.
Simplesmente vivam, e não sobrevivam. Aproveitem tudo e mais alguma coisa, pois a vida só faz sentido ser vivida quando é dividida com quem nos faz felizes.
Por isso, não percam tempo, vivam! Vivam para as coisas mais simples e também, por vezes, as mais grandiosas. Vivam pelo que faz sentido. Pelo que vale a pena!
Carpe Diem. Bom ano novo!
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
"Oh queração"

Nem queiras saber...saber até sabes, melhor que ninguém, mais mais vale fingir que não sabes e que nunca soubeste.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Não me julgues.
[google imagem, again]"Não me julgues...
Não me julgues pelo que disse. Tenha sido bom ou mau. Porque pelo menos eu disse, não deixei por dizer.
Não me julgues pelo que fiz. Tenha sido bom ou mau. Porque agi sob um motivo. E pelo menos agi. Não deixei por fazer.
Não me julgues pelo que ouvi. Porque há coisas que custam a ouvir.
Não me julgues pelo que vi. Porque há coisas que só de imaginar, podem ainda doer.
Não me julgues pelo que senti. Porque senti. Coisas boas e más. E nem sempre foi bom sentir. Nem sempre foi agradável. O que inicialmente é algo agradável, mais cedo ou mais tarde, acaba por ter também um sabor amargo, de desagrado. E apesar de tudo, não deixei de sentir imediatamente. Fui deixando de sentir, aos poucos e poucos. E tu sabes disso, porque também deixaste de sentir. E nada fizeste para o evitar...Portanto não me julgues por agora já não sentir! Já não tens esse direito. Não agora, não depois de tudo, não passado algum tempo. Este tempo. Não é muito, mas é o suficiente.
Não és nada nem ninguém para me julgar. Sejas tu, seja quem for. Mas especialmente tu.
Depois de tudo...
Não me julgues por não falar. O meu silêncio é a palavra mais doce que tenho para te oferecer. Tudo o que passar disso, normalmente será desagradável, rude e seco. E ninguém gosta de palavras assim, mas para ti é apenas o que sai da minha boca.
Não me julgues por não me preocupar. Porque tu também não te preocupaste nunca. Porque haveria eu de preocupar especialmente agora? Especialmente depois de tudo?
Não me julgues por já não sentir. Porque mais vale não sentir nada. Porque nem sempre o que sentimos é bonito de se ver, se de relatar ou de se expor.
Não me julgues por não pedir desculpa. Porque essa é uma palavra que nunca invocaste verdadeiramente nem acertadamente.
Não me julgues por agir assim. Porque tu não agiste.
Não me julgues por mudar. Mudar de atitude contigo. Porque se há algo que sempre tive foi atitude própria, da qual sempre me orgulhei.
Não me julgues por seguir em frente. Por não olhar mais para trás. Esperei o que tinha a esperar. Acreditei o que tinha a acreditar.
Não me julgues por já não chorar. Chorei o que tinha a chorar. Quando tinha que chorar. E com quem tinha de chorar. E nunca te importaste em limpar-me as lágrimas que correram...Portanto, se leres isto e chorares, limpa as lágrimas sozinho. Ou arranja alguém que as queira limpar.
Não me julgues por não prometer aquilo que cumpri. Porque tu também nunca o fizeste verdadeiramente.
Não me julgues por errar. Errar faz parte. Errar é humano. Eu erro, sou humano e admito. Felizmente admito quando erro. Porque tem de ser, mesmo que custe. Admitir o erro, é uma arte que ainda não aprendeste.
Não me julgues por não usar a consciência. Pois é algo que raramente usas.
Simplesmente não me julgues. Nem a mim nem a ninguém. Não és nada nem ninguém para o fazer. Especialmente agora. Especialmente depois de tudo. Especialmente...
Porque tu também erras. Também tens defeitos. Também cais. Também te magoas. Também choras. Tal como toda a gente. Porque és humano. E se não tens defeitos, não cais, não te magoas, não choras, como toda a gente, simplesmente não sabes o que é viver. Não que isso seja um modo de vida, nem sequer é um bom modo de vida. Mas faz parte dela.
Cair, chorar, levantar. Erguer a cabeça e seguir em frente. Batalhar. Pelo que nos faz bem, pelo que nos faz felizes. Batalhar pelo que vale realmente a pena.
E sabes que mais? Podia dizer muita coisa, mas não vale a pena. O meu silêncio é o melhor que tenho para te dar. E se não entendes as minhas palavras (e nunca procuraste entendê-las verdadeiramente), como queres entender o meu silêncio?
Simplesmente, mais vale não tentar entender. Não tentares entender. Porque por vezes nem eu entendo. Nem eu me entendo."
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Correr.
[mais uma imagem alheia. Uma sugestão também: Run, Snow Patrol, gosto assim um bocadinho assim para o grande, tem dias.]Há quem corra, porque simplesmente não tem opção. Tem de correr. Correr do que fez bem, do que fez mal. Tem de correr porque pode ser que ajude, de alguma forma a esquecer o que tem de ser esquecido. Há quem corra por falta de opção.
Corre para longe. Para longe dos problemas, para longe dos sentimentos, para longe do que faz mal. Para longe.
E então corre para perto. Para perto do que te faz bem. Do que te anima. Do que te faz sorrir. Do que te faz feliz. Daquilo porque vale a pena viver. Daquilo porque vale a pena respirar. Daquilo porque vale a pena ver. Nem que seja ver o sol a nascer para um novo dia, ou sentir o vento nesta correria. Na corrida que é a vida. Não há tempo a perder. Não há tempo para parar. Parar é morrer.
A vida é demasiado curta para ser desperdiçada. Com maus sentimentos, com más emoções, com más sensações, com más pessoas. Porém, só é desperdício se não aprendermos com o que nos fez mal. Ou com os nossos erros. Com os erros que os outros cometem connosco. Com os erros dos outros, até. Portanto, se com o mau tiraste algo bom, já não é mau. Já há uma parte do tempo aproveitada.
E diz. Diz o que tens a dizer. Seja a quem for. Quando for.
Hoje ou amanhã. Mas diz. O que está entalado na garganta, o que o lado direito carrega como um fardo pesado, o que quer que seja. Mas diz. Seja bom ou mau. Amanhã podes não ter oportunidade de o fazer. Amanhã podes não voltar a ver. Podes não voltar a sentir. Amanhã pode ser tarde demais. Podes não voltar a ter fôlego para correr. Então corre, corre por essa vida fora e aproveita, aproveita tudo e mais alguma coisa. Corre, corre para a vida, para a felicidade, para o que faz sentido, para o que te faz sentir bem!
Simplesmente corre, sem olhar para trás. Pois assim nunca verás o que está à tua frente! Não há tempo a perder com o que não perde tempo...com o que não merece perder tempo.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Simplesmente já não és a peça que serve. Já serviu e apenas por um motivo. Mas esse motivo deixou de ser válido. Sendo que o mesmo, não tinha prazo de validade. Mas há prazos que são atribuídos. Prazos de validade. Ou porque convém, ou por cobardia. Ou porque sim. Ou porque não. Ou só porque me apetece que tenha prazo.
Porque de um dia para o outro, é normal que me tenha uma amnésia e esqueça tudo. É normal quando se tem a coragem proporcional ao tamanho do cérebro: zero.
Também é normal meter a pata na poça, várias vezes, mas nunca admitir. Eu não erro, eu acerto é ao lado. Mas errar, nunca. É uma consciência proporcional ao cérebro: em falta. E pedir perdão? Está fora de questão. Se o meu ego é maior que o que sinto, porquê pedir desculpa? Mais vale deitar tudo a perder.
O tempo é relativo. O que umas pessoas consideram anos, outras consideram dias ou horas. Há quem regule o tempo pela falta de cabeça e pela falta de memória.
Portanto, há que fazer exactamente o mesmo. Amor com amor se paga. Ou falta dele, também.
O que eu considero normal, há quem considere anormal. E será isso normal? Não. Sim. Não sei. Talvez. É relativo. Depende da perspectiva. Ou simplesmente não quero saber.
É preferível ignorar tudo, esquecer tudo, apagar tudo. Ter o botão "delet" na cabeça, dava mais que muito jeito. Mas como não tenho, esqueço à moda antiga. À moda de sempre e de antigamente. Do meu modo, da minha maneira. Devagar, devagarinho, vou conseguindo. Uns dias mais e melhor, outros dias menos. Mas devagar se vai ao longe, segundo dizem. Mas atenção, também não vou a passo de caracol. E um dia, quando me apetecer, faço umas corridas de velocidade por esse caminho fora que me espera. Se cair, caí. Além de me levantar, já dei quedas piores. E ainda aqui estou. Aqui, deste lado. Mas não do teu lado. Já não. Jamais, talvez.
sábado, 13 de novembro de 2010
Esconde
Esconde o que sentes, esconde o que sentes dos outros. E especialmente de ti. De ti próprio. Esconde num sítio alto, onde não possas jamais chegar. Esconde num sítio e esquece-te de onde o escondeste. Depois um dia, quando procurares, já não encontras. E se voltares a encontrar e se voltares a esconder, esconde noutro sítio. Mas desta vez num sítio melhor. Num sítio que nunca mais encontres.
Não vale a pena distorceres, ou mudares, porque vais continuar a olhar para as coisas e a vê-las. Portanto esconde.
Esconde-o de toda a gente. Esconde-o do mundo, do teu mundo.
Simplesmente esconde. E um dia, quando voltares a procurar, vais-te esquecer de onde deixaste e vai deixar de ter importância. Tudo deixa de ter importância. Seja com o tempo, seja com o que for. Tudo não. Tudo é uma palavra muito forte. Quase tudo. O que vale a pena tem sempre importância. O que valeu a pena também. O que hoje tem importância amanhã pode não ter. E o que ontem teve importância, hoje já não tem. Já teve, mas se hoje já não tem é porque não vale a pena.
Não vale a pena olhar para trás. O que passou passou, nada há a mudar e nada há a fazer. E se olhares para trás, jamais me vais encontrar. Quando não caminho ao lado de alguém, atrás muito menos. Caminho simplesmente noutra direcção. Na minha própria direcção. E quem me seguir, que siga ao lado. À frente não vale a pena, atrás ainda menos.
Dito isto, vamos jogar às escondidas?
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Empty.
Se me vou sentir assim o resto da vida? Obviamente que não.
Se não vou voltar a sentir dor? Também é óbvio que não, mas faz parte. Da vida. De tudo. Como dizem, o que não nos mata, torna-nos mais fortes. E como ainda estou viva, mais não digo.
Vai sempre haver altos e baixos, e isto chama-se simplesmente vida. E connosco ficam apenas aqueles que valem a pena, que gostam realmente de nós, que nos amam incondicionalmente. Por mais defeitos que uma pessoa tenha. Por maior que seja a asneira. Por maior que seja a queda. Só vale a pena quem fica do nosso lado. Não quem parte. Não quem muda. Não quem não sabe quem é. Não quem queira que lhe mudem a fralda. Não quem faça birra por tudo e por nada. Não quem diz uma coisa e faz outra. Não quem te magoa. Não quem brinca com o que sentes. Simplesmente, essas pessoas não valem a pena.
E quando saem da nossa vida, custa. A visão fica turva. As lágrimas não deixam ver. O nó na garganta continua lá. Por muito que se fale. Ele continua lá. E vai continuando...até que as lágrimas parem de correr. A vista deixa de ficar turva e vê-se aquilo que antes não se conseguia ver. Depois da tempestade, seja ela qual for, vem sempre o bom tempo.
E custa, um dia mais, outro dia menos. Mas depois vem o dia que não custa nada e sentes "devias era ter saído da minha vida mais cedo e mais rápido. Se estou bem? Já estive pior e pelo menos já não estou mal."
E depois, és tu quem bate com a porta. Aliás, és tu quem leva com a porta na cara. Pena é não te cair em cima.
E toca a virar a página e escrever uma nova história, pois já é hora!
Há páginas que se rasgam e se guardam em memórias para não recordar, a curto prazo. Um dia mais tarde pegam-se nas páginas rasgadas, lê-se o que lá está e simplesmente ri-se delas. Até lá..."
domingo, 7 de novembro de 2010
Porta
Mas eu posso abrir outra porta? Puder posso, mas continua a ser aquela que eu quero abrir. Só aquela, mais nenhuma. Por enquanto. E por quanto tempo mais? Ninguém sabe.
E tendo abrir a porta, tento arrombá-la, tento tudo e mais alguma coisa. Mas não consigo. E se conseguir? Já nem sei sequer o que está do outro lado...
Bem que posso espreitar pela fechadura. E por vezes é o que faço. Mas o pouco que vejo assusta-me. Porque quando outrora eu espreitava pelo buraco da fechadura, eu via uma coisa que me agradava e me fascinava. Me encantava, até.
Agora quando espreito, nada está igual. Nada está no mesmo sítio. Tudo está mudado, tudo está diferente. E onde dantes estava uma luz que me aquecia, está uma escuridão que me arrepia até criar pele de galinha. Mas continuo a espreitar, na triste esperança de um dia voltar a ver o que vi outrora. Porque sinto falta do que está por detrás dessa porta. Sinto saudades de tudo isso.
Talvez nem haja porta alguma e nunca tenha existido. Talvez seja apenas imaginação da minha cabeça e divagação da minha mente. Talvez sim. Talvez não.
Mas houve...e eu entrei sem pedir licença e sem ter chave alguma. E fiquei até puder, até aguentar, até...
A porta fechou-se. E agora o que há a fazer? Nada.
Basta procurar outra porta? Quem me dera conseguir. Continuo à espera que a porta se abra, continuo a espreitar pela fechadura.
Até que já não tenha forças para continuar a fazê-lo.
Até fechar a minha porta definitivamente.
E posso falar pela porta? Puder posso, mas as minhas palavras são apenas palavras, tal como os meus actos. São indiferentes. Então porque vale a pena tentar? Porque vale a pena falar? Porque vale a pena lutar? Por nada sim...mas, eu continuo a fazê-lo, até gelar.
Até conseguir bater a outra porta, que não a tua."
domingo, 31 de outubro de 2010
Abraçar
"Não perguntes. Não perguntes nada. Nem o que se passou, nem o que se passa. Simplesmente não perguntes.
Simplesmente, abraça-me. Mas não é fingir que me abraças. Abraça-me com força, aperta-me com força, contra ti.
E deixa-me ficar assim, durante o tempo que eu precisar. Segundos, minutos, ou até horas. Mas deixa-me ficar assim o tempo que eu quiser.
Não perguntes nada, mesmo que as lágrimas corram.
E diz que está tudo bem, mesmo que mintas. Mesmo que isso não seja verdade. Diz que tudo vai ficar bem. É só isso que preciso de ouvir.
E faças o que fizeres, não me olhes nos olhos.
Porque por muito que um sorriso esteja estampado na cara, os olhos não mentem.
Por isso, simplesmente não olhes para ele, pois eles transmitem a verdade e o que me vai na alma. E isso, nem sempre é bonito de se ver. "
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Um dia.
Isso entende-se especialmente quando temos um dia mau e queremos a todo o custo que ele passe.
Um dia sentes uma coisa, no dia seguinte podes sentir outra.
O que num dia é uma certeza absoluta, no outro pode deixar de o ser.
As coisas mudam da noite para o dia. Tem dias!
O que vice-versa.
Um dia vais entender que um sorriso pode esconder um coração partido.
Um dia vais entender que as pessoas entram e saem da tua vida, e se esquecem de ti, tirando aquelas a quem fazes realmente falta e que verdadeiramente gostam de ti.
Um dia vais crescer, vais pousar os ténis, as calças de ganga. Vais trocar as aulas pelo local de trabalho, os ténis pelos sapatos, as calças de ganga pelas calças de pano. Os pés descalços por chinelos de enfiar no dedo.
Vais trocar os banhos de chuva por um guarda-chuva. Vais trocar o simples facto de apreciar o sol por um bom par de óculos de sol e por um chapéu (ou boné). Vais deixar de achar piada a tudo e a nada.
Vais deixar de ver a vida a cores.
Vais ver a vida a ficar mais complicada, pois como ser humano que erra, que sente, que chora, tem tendência igual para complicar o simples. E, por vezes, para simplificar o complicado.
Um dia vais deixar de viver e vais passar a sobreviver.
E no dia, no dia em que perceberes que devias ter aproveitado tudo, que devias ter dito a palavra certa no momento certo, que devias ter dado aquele abraço aquela pessoa naquela ocasião, no dia em que te aperceberes que tudo era tão fácil e tu é que complicaste tudo. Nesse dia, nesse dia, a última lágrima vai-te correr pelo rosto e os teus olhos jamais se abrirão para ver.
E para evitar que esse dia chegue, valoriza o que tens!
E aprende a simplificar tudo, seja o complicado ou o simples.
Porque olhar não é a mesma coisa que ver. Ouvir não é a mesma coisa que escutar. Comer não é a mesma coisa que saborear. Tocar não é a mesma coisa que sentir.
Dar a mão a alguém quando é preciso, não significa ajudar. Por vezes precisamos de mais que uma mão e de um ombro amigo. Um abraço silencioso faz toda a diferença.
E ler, ler não é a mesma coisa que interpretar o que está escrito. Ler não significa entender um amontoado de letras das quais surgem palavras, é preciso saber ler as entrelinhas.
Ser não é a mesma coisa que estar. E estar não é a mesma coisa que ser.
E por aí fora...
sábado, 14 de agosto de 2010
Envelhecer
[ Procurem envelhecer no google e vão encontrar a imagem]sexta-feira, 23 de julho de 2010
Ego(centrismo), ego(ísmo)
terça-feira, 20 de julho de 2010
Escrita (des)interessante
[ Não, a imagem não é da minha autoria.Pesquisem no google "diário" e encontram-na.]
domingo, 25 de abril de 2010
Faz de conta
Quem é que não se lembra de brincar ao "faz de conta" nos tempos de infância?"Faz de conta que..." e ali se introduzia uma nova história, um pouco teatral, na qual eu enquanto criança me deixava entretida durante horas. Das duas uma: ou toda a gente continua a brincar ao faz de conta ou eu continuo criança. Talvez sejam ambas as opções.
As pessoas gostam de brincar ao faz de conta. Faz de conta que está tudo bem, faz de conta que estás bem, faz de conta que gostas disto, faz de conta, faz de conta, faz de conta...
Estou farta disto! Porque é que temos de fazer de conta que está tudo bem quando não está? Simplesmente porque é mais fácil dizer que está tudo bem do que explicar porque se está mal.
Pelo menos no que me diz respeito, diga-se.
Prefiro calar-me a falar. Principalmente quando os nervos falam mais alto e o coração ferido ganha voz. Pode dizer coisas que nem tão pouco passaram pela cabeça serem expressadas, mas fala a verdade. Nua, pura, crua e cruel. Mas a verdade. Palavra essa que anda cada vez mais esquecida.
Porque continuamos constantemente a brincar de faz de conta uns com os outros. Faz de conta que gosto de ti, faz de conta que gosto do que me disseste porque se te responder levas a mal e cria mau ambiente. Faz de conta que está tudo bem e que não se passa nada. E por aí fora.
É interessante brincar ao faz de conta. Principalmente em grupo, porque resulta sempre. Mas quando a solidão se apodera de nós, esse jogo não resulta. Basta encontrar um espelho e olhar para ele. Olhar-nos olhos nos olhos, para percebermos que sozinhos não jogamos ao faz de conta. Sozinhos simplesmente encaramos a verdade nua e crua. Daí doer tanto. Tanto a solidão como a verdade.
Pouca gente tem a capacidade de olhar nos olhos das outras pessoas e ver através deles que algo não está bem. E pouca gente tem a coragem de perguntar o porquê dessa tristeza no olhar, disfarçada por um sorriso nos lábios. E isto é distracção ou é simplesmente pura cobardia?
É por estas e por outras que odeio que me olhem olhos nos olhos. Parece que olham para a nossa alma e conseguem ler os nossos pensamentos mais íntimos e tudo o que nos passa pela cabeça.
Por isso mesmo, vou continuar a jogar ao faz de conta como toda a gente.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
?

[a autoria da foto: Rita Carmo/Espanta Espíritos. Concerto dos Muse no Pavilhão Atlântico, passado Novembro. Apreciei muitíssimo. Repito a dose a 27 de Maio. "Now we're falling, We Are Losing Control", Mk Ultra]
Já vou no terceiro texto que pretendo publicar, escrevo metade e não lhe toco. É sempre bom!
O ser humano, infelizmente, é feito de hábitos e de rotinas. Quando ocorrem pequenas mudanças no nosso dia-a-dia, por vezes até nos agradam. Quando ocorrem mudanças, já muda a rotina e por aí fora. E quando ocorrem grandes mudanças? Bem, primeiro que sejam as consiga interiorizar, leva algum tempo...
Eu sou um ser humano! Ainda que nos fantásticos quizzes do facebook um desses testes afirmem que eu vim de Marte. Pelo menos é aqui perto. É mesmo aqui ao lado. É só um saltinho.
Talvez até tenha vindo. Talvez seja por isso que certas mudanças, mesmo boas, me fazem uma pequena grande confusão entre os meus neurónios.
Primeiro estranha-se, depois entranha-se?
Isso, a ver vamos!
Eu tento compreender, aceitar e entender. Afinal, e até ver, é uma mudança boa.
Mas custa a querer, custa a acreditar. É essa a realidade.
É esquisito, no mínimo.
Se vai correr bem? Ninguém sabe!
Por enquanto, volto-me a fechar na minha concha e aqui fico. É um bocado escuro mas pelo menos é seguro. Sempre me protegeu de muita coisa. Agora também vai proteger, se for o caso.
Sempre preferi jogar à defesa que ao ataque!
Talvez quando o terreno já esteja firme eu saia da minha concha pé ante pé.
Até lá...
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Ponto
Há algo que me perturba, que me rouba o sono. E enquanto eu fico aqui, outros dormem descansados...como se nada fosse, como sempre!
Já podia ter ido dormir. Mas não. Preferi ficar acordada na esperança de finalmente algo ser realmente diferente daquilo que tem sido ao longo de um belo tempo. Belo no sentido mais irónico que possa existir. Mas enfim, já devia estar à espera.
Já devia prever que nada ia ser como era dito. Que as palavras só passam disso mesmo. As promessas então são falsas palavras de gente que não tem boa fé. Ter até tem. Mas para coisas realmente desnecessárias e pouco interessantes.
Enfim, continuando a divagar...
São pouco mais de 3h da manhã e continuo a escrever. É um bom método para me acalmar.
Quando fico irritada, das 3 uma: ou parto tudo (no sentido figurado, mas se encontrar algo a jeito para partir, vai), ou choro que nem uma Maria Madalena (os nervos dão-me para isto, desde que as hormonas femininas subiram em flecha então, nem digo nem conto, nem comento) ou escrevo. Como são, 3h da manhã (como voltei a referir e pela terceira vez), não posso partir nada. Porque iria fazer barulho e perturbar o sono de quem merece realmente descanso. Podia chorar. Mas as lágrimas de nada me adianta e simplesmente não há lágrimas. Não tenho vontade de chorar. Mas de escrever? Felizmente ou infelizmente, dependendo do ponto de vista do leitor (ou leitora).
E consegui escrever um parágrafo sem ter dito nada de jeito. A minha mente a este hora é realmente brilhante! (ai, doce ironia, para aqueles que lerem isto e que o cérebro seja demasiado limitado. Ou simplesmente para aqueles que lerem isto e não me conhecerem)!!
Enfim, ultimamente dadas as circunstâncias a nível académico e por falta de opções, tenho-me tornado pessimista. Bastante pessimista, diga-se. Sem sorte, coisa que felizmente até agora não me tinha faltado (sim isto não faz sentido, mas não é para fazer).
Mas desta vez foi diferente. Desta vez voltei a dar o benefício da dúvida, como fiz por inúmeras vezes, tantas que até já perdi a conta.
Nunca se sabe não é. Todos erram, há que dar o benefício da dúvida. E eu dei.
E errei. Sim eu também erro!! E apesar de ser mulher, temos tomates suficientes para o admitir na hora. E não dias depois...
Errei ao dar o benefício da dúvida.
Porque o que mais temia confirmou-se.
E tinha algo que me dizia que não devia dar esse benefício. Que devia desconfiar (sim, eu sou desconfiada para quem não sabe). Há quem lhe chame sexto sentido. Eu chamo intuição feminina. Posso não fazer xixi de pé como um machão (e aqui eu devia ter trocado estes termos grosseiros por "posso urinar de pé como um exemplar da espécie masculina, mas não me apeteceu mudar), mas a minha intuição nunca falha. É como aRexona, nunca falha (Boa Ana Patrícia, piadas secas a esta hora são do melhor).
A minha intuição estava certa.
Obrigada por confirmares.
E infelizmente confirmares.
Já devia esperar, mas como dei o benefício da dúvida...
-Mas é grave Sra Doutora Ana Patrícia (nunca quis ser médica nem nada que se pareça)?
-Claro que não, meu caro paciente.
-Então explique-me lá o porquê desta sua chamada ao seu consultório.
-Bem me caro paciente. Acho que temos novamente um problema. Já lhe passei receita médica por diversas vezes e das duas uma: ou o paciente não toma o remédio ou os medicamentos não fazem efeito.
-Ai mas Sra Doutora, eu tenho-me esforçado tanto.
-Não duvido disso meu caro paciente, mas o seu esforço simplesmente não está a resultar. Se isto continuar assim terá de procurar consulta noutro lado.
-Mas oh Sra Doutora, tenha paciência. Não me faça isso, não me mande embora, eu só quero a Doutora para me consultar. Estou tão habituado às suas consultas que posso dizer que já não consigo viver sem elas!
-Puder podia, mas não era a mesma coisa.
-Não Sra Doutora, não podia...
-Cala-se lá com essa conversa, senão daqui vai direito ao consultório de Psicologia.
-Pronto, vou-me calar.
-Portanto meu caro paciente, isto é o seguinte: o meu amigo vai sair daqui e vai voltar quando realmente estiver mudado.
-E se não mudar?
-Simplesmente não volte a aparecer.
Enfim.
Não vale a pena. Já não vale a pena.
Cada vez estou mais consciente disso. Estou a fazer um drama? Talvez, talvez. Mas se sou especialista nisso, se tenho essa fama, estou-lhe única e simplesmente a tirar-lhe o proveito.
Ainda pensei que realmente a mudança tivesse sido verdadeira. Mas a minha intuição feminina, aquela coisa, o sexto sentido, dizia-me que não.
Que era novamente apenas palavras, apenas actos momentâneos, apenas bons momentos que mais tarde ou mais cedo iriam dar lugar aos velhos e maus hábitos. E deram mesmo.
São quase 4h da manhã e ainda estou a escrever. E ainda consigo ficar feita parva a olhar para o visor do meu telemóvel à espera de um milagre. Enfim, pobre e triste alma sonhadora. A minha cabeça até é bastante racional, mas o meu coração...E por enquanto ainda é ele que manda, quando deixar de ser, as coisas mudam. Definitivamente.
Mas é algo grave? Perguntas tu e perguntam vocês? Sim e não.
Sim porque é o recomeçar de algo que estava à espera, de algo que é habitual e de algo que me incomoda.
E não, porque não é algo novo, é algo a que estou habituada.
E é algo que é mau.
Estou cansada, cansada, cansada, preciso de descansar. Estou farta. Já bati com a cabeça mais de 17 vezes na parede e ainda assim não aprendi a lição. Talvez um dia aprenda. De vez.
Mas é algo grave? Perguntas tu e perguntam vocês? Sim e não. Mas é algo grave o suficiente para me tirar o sono e me deixar enervada. E tinha escrito mais coisas, mas por sorte a internet foi novamente abaixo e não gravou o que tinha escrito. E claro está que não me lembro do que escrevi. Também a esta hora. Pudera!
Enfim, acho que me vou ficar por aqui. Isto é simples. Hoje escrevi Ponto, talvez outro dia escreva Final. E talvez noutro dia ainda escreva Ponto Final. Neste momento isso não depende de mim...mas enfim, não adianta não é assim? O João Pestana acabou de me visitar! Ai meu velho amigo, que saudades tuas!!
Vou-me deixar destas tretas que não me levam a lado nenhum e vou realmente descansar. Mais vale perder o meu tempo com algo que valha realmente a pena como dormir. Por vezes esqueço-me o quanto gosto de o fazer, de dormir!
Para terminar, neste momento não existe a palavra nós. Existe apenas a palavra tu e eu. E não está nas minhas mãos mudar tudo.
Porque nada muda, apenas se transforma. Para melhor ou para pior. E para pior, é impossível!
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Tudo e nada.
"Sabes, és-me tudo mas eu não tenho nada para te contar. És-me tudo mas eu não tenho nada para te falar. És-me tudo, mas eu não tenho nada para te dizer. A ti, a ti em particular. Mas eu não tenho nada em particular para ti. És-me tudo, mas eu não tenho nada para te contar, nada para te dizer. Quanto aos outros não sei, mas arranja-se sempre tema de conversa. Contigo não se fala de nada, porque contigo não se pode falar de tudo. Embora contigo isso devesse acontecer.
És-me tudo mas não tenho nada para ti. Para os outros, talvez tenha, mas não podes saber de nada! Tens de pensar e esperar que esteja sempre tudo bem. Nem que isso seja apenas ilusão da minha cabeça, ilusão essa em que quero permanecer e quero que permaneças.
És-me tudo mas eu não tenho nada para falar contigo. Com outros tenho sempre. Com eles posso conversar sobre tudo, sobre o que quiser.
Contigo não posso conversar nada. E tu comigo só podes conversar sobre aquilo que eu quiser. E porquê? Porque eu só ouço o que me convém, não ouço tudo aquilo que me dizem. Se me dizem bem, respondo "Hã? Não ouvi!" Se me dizem mal, respondo "boa". Faço tudo aquilo que os outros me dizem para fazer, mesmo que essa não seja a minha vontade. Porque se não o fizer, o que podem pensar os outros de mim? TUDO! Mas a opinião deles conta? Não, claro que não, não conta para nada. Mas faço tudo para os agradar, senão passo a ser nada para eles. E isso não pode ser.
És-me tudo quando estás longe. Bem longe. Porque quando estás por perto és-me nada. Quando estou contigo tenho de aproveitar o tempo com tudo o resto. Aproveito tudo, menos estar contigo. Porque senão perco tudo. Não tenho nada contra ti, aliás, como gosto de dizer és-me tudo. Mas tenho de ocupar o meu tempo com tudo o resto, senão passo a ser considerado nada. Tudo o resto é muito mais interessante. As novas tecnologias, então, se as largar por um minuto passo a não entender nada delas. E passo a não ter contacto com tudo o resto, com todos os outros. E isso não pode ser. Elas são-me tudo. Não passo sem elas. Sem elas não era nada.
És-me tudo, mas tudo o resto é o que realmente me importa, o que realmente me interessa e o que realmente me preocupo. Os outros é que têm sentimentos, os outros é que estão mal. Agora tu? Tu não. Se me és tudo, como podes sentir-te mal? Preciso de me preocupar com tudo o resto para continuar a ser tudo para muita gente. Mesmo que um dia o deixe de ser para ti."
E faz sentido? Não, nada. Fazes uma coisa, dizes outra. Contradição, contradizer. De uma vez por todas, diz-me tudo. Tudo o que quero ouvir. Tudo o que preciso de ouvir, mesmo que não queira ouvi-lo. Mas não, não me digas coisas que não sentes. Não me digas que te sou tudo. Diz antes que sem mim não és nada...para que nada passe a ser tudo e para que tudo volte a fazer todo o sentido...
